terça-feira, 21 de junho de 2016

Parte 122

      Este artigo de hoje, 21-6-2016, de Eduardo Rodrigues Vianna, no blog “Náufragos da Utopia”, intitulado “Hugo Chávez e a Revolução Educacional - Uma pequenina reflexão acerca das lutas educacionais no Brasil atual”, começa com os seguintes parágrafos:

      “Quando os bolivarianos venezuelanos chegaram ao governo com a eleição de Hugo Chávez, em 1998, sabiam que era preciso promover uma transformação na educação pública, tendo optado pela via da educação popular, com beleza, com todo o colorido que os povos da nossa América possuem; e também com lucidez, com um projeto muito concreto a ser realizado.
      A revolução educacional, diferentemente do que se passou no Brasil durante os governos Lula e Dilma, era parte fundamental do processo encabeçado por Chávez, frustrado em alguns aspectos, vitorioso em outros. Os bolivarianos estabeleceram uma linha política arrojada e séria, segundo a firme convicção de que a educação serve para libertar o povo, rumo à emancipação dos povos da América Latina e em nome de sua união. E puseram-se a trabalhar.
      Implantaram as Missões Bolivarianas - que consistiam na mobilização de caravanas compostas por um convicto professorado de luta, estudantes, artistas e lutadores sociais - pelos quatro cantos do país: cada cidade, cada povoado e cada bairro.
      Um dos resultados, em aproximadamente sete anos de mobilização educacional nas escolas e fora delas, foi nada menos que a erradicação do analfabetismo na Venezuela, um feito comemorado pelas forças populares no mundo inteiro - as forças democráticas, as forças humanistas, enfim, todos aqueles que compreendem a façanha extraordinária que é dar fim ao analfabetismo em qualquer país latino-americano.
      Outro resultado foi a construção de um pensamento educacional, todo um repertório, todo um conteúdo amplo, popular, camponês, operário, negro e indígena. O imenso estado de espírito construído em grande medida pela educação popular garantiu a vitória de 2002, contra uma tentativa da burguesia venezuelana e dos Estados Unidos de esmagarem a experiência daquele povo, por meio de um golpe de estado DE VERDADE.
      Os trabalhadores, a juventude e os patriotas revolucionários venceram, armados com enxadas, pistolas, fuzis e livros. Mas armados com a poderosa espada dos povos em todos os momentos da História, sem a qual as pistolas e os fuzis nada podem, que é a das ideias fortes, quando associadas a uma forte esperança.”

      Na Parte 9 deste meu blog eu escrevi: “O PRINCIPAL ERRO do Partido dos Trabalhadores, a partir de 2003, foi TER SE RECUSADO DELIBERADAMENTE a promover a POLITIZAÇÃO DO POVO”. Na Parte 10 eu falei que Hugo Chávez usou seus canais de TV estatais para defender junto ao povo a sua revolução bolivariana. E na Parte 11 expus que os dois canais de TV estatais brasileiros “NUNCA foram usados como veículo para a POLITIZAÇÃO das massas” pelo PT.
      Sintetizando, Chávez POLITIZOU O POVO e usou os canais estatais para a POLITIZAÇÃO POPULAR, mas Lula e os dirigentes do Partido dos Trabalhadores JAMAIS PENSARAM em realizar nenhuma destas duas tarefas. A desculpa de que a Venezuela é um país pequeno e o Brasil possui dimensões continentais NÃO SERVE COMO DESCULPA para estes DOIS CRIMES DE OMISSÃO. A conclusão óbvia é a de que Chávez foi um AUTÊNTICO LÍDER REVOLUCIONÁRIO DE ESQUERDA, mesmo tendo sido apenas um militar nacionalista; ao passo que o patético Lula, apesar de ter se originado no meio sindical, não passou de um POLÍTICO DE DIREITA sem nenhuma verve REVOLUCIONÁRIA, a não ser um canhestro POPULISMO, cuja real vocação era pelo CAPITALISMO ORTODOXO.
      QUE VEXAME!!!...
      O articulista não teve a disposição de apontar esta verdade na segunda parte do seu texto, limitando-se a falar das ocupações dos estudantes nas escolas de SP. Não existe aí nenhuma REVOLUÇÃO EDUCACIONAL, mas apenas uma REAÇÃO a péssimas condições de ensino. E note-se que estas manifestações juvenis apontam que em 2003 o Brasil estava ANSIANDO DESESPERADAMENTE por um PROJETO POLÍTICO DE MASSAS QUE NÃO VEIO, e jamais virá.
      QUE MISÉRIA A NOSSA!!!...

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Parte 121

      Editorial do site “Esquerda Marxista”, “Lula contra o Fora Temer e a Greve Geral”, de 15-6-2016:

      “Quando ainda esperava ser ministro chefe da Casa Civil, Lula declarou para uma massa nas ruas que, ao aceitar ir para o governo, tinha voltado a ser o ‘Lulinha, paz e amor’, para dialogar com ‘trabalhador, sem terra, pequeno empresário, médio empresário, grande empresário, com fazendeiro, com banqueiro’.
      Agora, de volta à Avenida Paulista, Lula disse: ‘Não posso falar em greve geral porque não estou dentro da fábrica e porque aposentado não faz greve’. E concluiu, na manifestação pelo Fora Temer: ‘Não vou dizer Fora Temer, não pega bem. Temer é um advogado constitucionalista, deve devolver o poder para uma presidenta legitimamente eleita’. Esse é o discurso de um líder político que teme convocar as massas para a luta, que abandonou sua classe e foi ganho pela burguesia para defender o capitalismo.
      Com tal método e política, o da colaboração de classes, Lula e a direção do PT destruíram o partido como ferramenta de luta da classe trabalhadora. Por tudo isso, pelo estelionato eleitoral do governo Dilma, uma campanha pelo ‘Volta Dilma’, impulsionada pelo PT e abraçada pela CUT, não ganha as massas, não é capaz de parar o país.”


Parte 120

      Texto da segunda parte deste artigo, de Eduardo Rodrigues Vianna:

      “QUE SIGNIFICADO TERIA A PRISÃO DO LULA?
       Lula poderia ser preso por lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio, essas coisinhas. Para um certo ramo da esquerda, já totalmente acostumado a fazer os seus juízos de valor utilizando os dois pesos e a duas medidas a favor dos seus líderes (às vezes por ingenuidade, às vezes por outro motivo), tratar-se-ia de mais uma vitória das forças do mal contra as forças do bem, estas ilibadas e cândidas, dirigidas por aquele puríssimo brasileiro que perdeu o dedo na máquina, embora tenha ficado podre de rico fazendo política, segundo a pior tradição, o pior espírito e os piores princípios.
       Sérgio Moro é algum bobalhão deslumbrado, alguém disposto a abraçar a agenda das forças do mal, a tantos por dia, como diz aquela esquerda que gosta de ser financiada por governos? Difícil.
      É um falso juiz, como chegou a boquirrotar o Paulo Henrique Amorim? Claro que não.
      É um tipo ambicioso, que pretende passar à História como um Eliot Ness acaipirado, rapaz latino-americano, sem dinheiro no banco e vindo do interior? Certamente. Se Lula for preso, será sob todos os assim-chamados rigores da Lei. Não há amadores nisto.
      Para a esquerda mais autêntica, que desejará se reconstruir, que já sente a necessidade de renascer com toda a consciência e com força, a eventual prisão de Lula precisará significar, ainda mais, o fim de um tempo, o esgotamento de uma era e o fracasso dos métodos adotados por Lula e por todos os dirigentes do lulismo. Ou a esquerda de um modo geral compreende isto, ou marchará, a passo largo e decidido, para a completa insignificância.”

      Já falei neste blog sobre esperar com ansiedade a prisão e o aniquilamento do Lula para que MORRA de uma vez por todas este falso partido de esquerda...


sexta-feira, 10 de junho de 2016

Parte 119

      Até o PAULO HENRIQUE AMORIM, neste texto do seu site “Conversa Afiada”, publicado hoje, 10 de junho de 2016, reconhece que o PT cometeu um ERRO CRASSO não usando a TV Estatal. Eis um trecho:

      “(...) uma tevê estatal competitiva teria sido viável.
      Teria - terIA - sido um contra-ponto à Globo .
      Mas terIA sido necessário torná-la profissional e equipada.
      Com muita grana.
      O papel das redes públicas ou estatais de tevê é servir de mastro para o debate de questões públicas.
      Colocar Direita e Esquerda (que jamais deixarão de existir, não é isso, Traíra?) lado a lado, diante do espectador, e moderar as divergências, enquanto as ideias se expõem, com civilidade e complexidade.
      Quando não há rede estatal ou pública (como a BBC) forte, abre-se espaço para a radicalização nos extremos - geralmente pela Direita - , com pseudo-herois mediáticos.
      Nos Estados Unidos, Trump.
      Na Itália, Berlusconi, que destruiu o sistema estatal de televisão na Itália, com a ajuda dos "socialistas" do Craxi.
      Aqui, a Globo inventou o Barbosa e o Moro.
      E interditou o debate.
      Só a Direita tinha espaço para proclamar que o Brasil era uma m...
      E deu no que deu: no Golpe!
      O PT se acovardou duas vezes: quando não fez a Ley de Medios.
      E porque não encheu a EBC - com Ricardo - de dinheiro.
      Pagou caro.”


quinta-feira, 9 de junho de 2016

Parte 118

      Neste artigo do jornalista Fernando Canzian, no “Náufrago da Utopia”, destaco o texto final de Celso Lngaretti:

      “Podemos mudar esse jogo de cartas marcadas?  Podemos, com uma revolução. Aquela que o PT desistiu de fazer, preferindo apenas gerenciar o capitalismo para os capitalistas.”


quarta-feira, 8 de junho de 2016

Parte 117

      Neste artigo, Celso Lungaretti fala do atrelamento da pretensa blogosfera de esquerda ao PT. Perante ele, eu poderia fazer uma revisão do que escrevi na parte 12 deste meu blog.


sábado, 4 de junho de 2016

Parte 116

      Destaco os seguintes trechos do artigo “Uma crítica por esquerda aos militantes ainda vinculados ao governo deposto – 1”, de Bruno Lima Rocha, de 4-6-2016, no blog “Estratégia e Análise”

      “Neste texto, levamos em conta o conceito de André Singer a respeito do lulismo, considerando-o um pacto conservador, um jogo do “ganha-ganha”, com as seguintes características: o Brasil aproveita o crescimento econômico chinês e indiano; tenta estabelecer uma aliança de classes com os campões do capitalismo nacional; não atinge de forma direta os interesses do capital financeiro e especulativo; aposta na política de exportação de commodities agrícolas, minerais e extrativistas; e, simultaneamente, abre cunhas de alianças com setores reacionários, em troca da gigantesca promoção de melhora nas condições materiais de vida. Logo, o que pode se observar é que, embora as mudanças materiais tenham sido consideráveis, não houve alteração nas estruturas de poder assentadas no Brasil, tanto àquelas de nível doméstico como na correlação com as forças externas.”

      “(...) aceitar a melhoria material como uma espécie de solução mágica para problemas estruturais de dominação foram o cadafalso da política lulista no Brasil.”

      “Ao promover a melhoria da condição de mais de 44 milhões de pessoas, o que seria minimamente desejável seria a afirmação de estruturas de contra-poder, ou ao menos, uma capacidade de mobilização popular promotora de um poder de veto das maiorias por sobre os acórdãos oligárquicos e o viciado jogo burocrático-institucional. Ao contrário de fazer o afirmado aqui, o partido de governo reforçou o poder de seu líder político e eleitoral (Lula) e apostou toda a acumulação na vitória pelas urnas e não na construção de um novo consenso político-cultural, entregando a ideia de hegemonia societária para as estruturas pré-existentes. Deste modo, a inação levou a que nenhuma das estruturas centrais de poder no Brasil fosse alterada, ao contrário, se expandiram sob os narizes dos dirigentes petistas, tais como: o agronegócio e latifúndio; as “igrejas” neopentecostais; o poder da mídia corporativa; a financeirização da economia brasileira; a concentração econômica nos oligopólios nacionais (através de uma espécie de Bismarckismo tropical, já deveras elogiado por Eike Batista); a presença de capitais transnacionais nas telecomunicações; a divisão de poder no mundo do trabalho com as centrais pelegas; loteamento do primeiro, segundo, terceiro e quarto escalões do governo federal com oligarquias mercenárias; e, não menos grave, a negativa em modificar minimamente as instituições de segurança de Estado, verdadeiras máquinas de matar a própria população, acumulando entulho autoritário e violência endêmica na base de nossa pirâmide social.”

      “Considerando tudo o que fora citado acima, entendo que, ou os dirigentes do PT, de seus partidos aliados (como o  PC do B), das centrais sindicais que apoiaram o lulismo (como CUT e CTB), e setores afins fazem uma profunda autocrítica de suas práticas e alianças dos últimos 14 anos, ou toda esta indignação coletiva contra o golpe será jogada pelo ralo na próxima agenda eleitoral e eleitoreira. Esta crítica também vale para os movimentos componentes da Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo. Se este não é o momento para crítica e autocrítica então quando será?”

https://estrategiaeanaliseblog.wordpress.com/2016/06/04/uma-critica-por-esquerda-aos-militantes-ainda-vinculados-ao-governo-deposto-1/

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Parte 115

      Artigo “PERDEMOS 36 ANOS E CONTINUAMOS DESPERDIÇANDO NOSSO TEMPO”, de Celso Lungaretti, no seu blog “Náufrago da Utopia”, de hoje, 3-6-2016:

      “Então, ao invés de chorarmos sobre o leite derramado, temos mais é de lançarmos pontes para o futuro desejável, começando pela construção de uma esquerda de verdade, que não se proponha a gerenciar o capitalismo para os capitalistas, (como fez o PT – nota minha), mas, pelo contrário, a transformar em profundidade a sociedade brasileira, dando fim à exploração do homem pelo homem (como não fez o PT – nota minha).
      Perdemos os 36 anos em que tanto nos esforçamos para afirmar o PT e levá-lo à Presidência da República. Estamos de volta ao ponto de partida (1980 – nota minha) e temos agora de analisar rigorosamente onde foi que erramos e como evitarmos a repetição desses erros adiante (além do imperativo de separarmos o joio do trigo, depurando nossas fileiras de quantos se tornaram dóceis marionetes do inimigo e/ou comprometeram a imagem da causa utilizando-a ilicitamente em benefício pessoal).
      Repito o alerta: a refundação da esquerda é o único caminho para salvá-la da irrelevância. E, se quisermos detonar a nova hegemonia direitista, o momento decisivo será a eleição presidencial de 2018, desde que já estejamos sob nova direção (desatrelada do PT – nota minha). Em 2016 a batalha está de antemão perdida.
      Não há mais tempo a perder. Os responsáveis pela pior derrota por nós sofrida desde 1964 (Lula e a direção nacional do PT – nota minha) são os mesmos que agora impingem a ilusão de que ainda seja possível revertê-la no Senado. Sabem muito bem que não, mas a obnubilação dos esquerdistas lhes convém: permite que continuem escapando das graves cobranças a que deveriam estar respondendo neste exato instante.” (É por isso que Lula, Dilma e o PT não faz autocrítica – nota minha.)


quinta-feira, 2 de junho de 2016

Parte 114

      Estão dizendo que alguns senadores que foram a favor do impeachment no Senado podem mudar de opinião na segunda votação, mantendo Dilma na Presidência. A máfia PMDB-PSDB-STF-PIG e toda a bandidagem que se apossou do Governo Federal JAMAIS permitirá que isto ocorra. Perder o poder por causa de dois ou três votos é INADMISSÍVEL para ela. Podem chegar até o extremo da ameaça de morte a familiares de senadores, mas NUNCA MAIS sairão de lá. O povo brasileiro NÃO FOI POLITIZADO pelo PT. Os grandes sindicatos FORAM COOPTADOS pelo PT. Não existe a mínima condição para um significativo LEVANTE POPULAR. A grande CULPA desta tragédia é do próprio PT, com seus ERROS CRASSOS cometidos em 13 anos de administração DIREITISTA. Eu não suporto mais olhar para as fotos da Dilma e me recuso a ouvir o que o Lula tem a dizer. Quanto ao Temer e ao resto da quadrilha, são apenas CRIMINOSOS, nada mais. Não me causam tanto ASCO!... Mas o PT, não! Fantasiou-se de cordeiro... SUICIDOU-SE... MATOU A ESQUERDA... Não é capaz da menor autocrítica e ainda quer voltar ao Planalto?!... Ainda existem no país alguns autênticos ESQUERDISTAS que não engolem mais o “171” petista, contra milhões de cidadãos IMBECILIZADOS. Em breve o Moro mandará o Lula pra cadeia e toda este ENGODO terminará. Restará apenas o APOCALIPSE BRASILEIRO. Por vários anos. O Brasil JÁ ERA!!!...

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Parte 113

      Este artigo é EXCELENTE!!!!... Faz uma trajetória sintética do PT de sua fundação até hoje. Leitura imperdível!...

http://www.correiocidadania.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=11700:2016-05-30-23-48-50&catid=25:politica&Itemid=47

Parte 112

      Texto muito claro de Eduardo Rodrigues Vianna:

      “(...) no ano de 2002 a burguesia financeira permitiu que o PT gerenciasse os seus negócios, com lucros para ela própria e com benefícios para os despossuídos (...)”

      “De 2002 em diante, é como se os banqueiros tivessem dito: "Vocês, petistas, podem exercer a presidência, mas a vice-presidência será sempre nossa, sempre de direita", como um dispositivo de segurança à disposição dos reais donos do País.”


Parte 111

      Excelente artigo (“Os limites do neodesenvolvimentismo e o preço do pacto de classes”) da Coordenação Anarquista Brasileira, de 27-3-2014, do site “Federação Anarquista Gaúcha”:

      “Tais elementos denotam que, mesmo as políticas sociais colocadas como carros-chefes – “Bolsa Família”, “Brasil sem Miséria” e “Minha Casa, Minha Vida” – se circunscrevem em uma agenda desenvolvimentista, que visa aquecer o mercado consumidor e o mercado imobiliário e, assim, pouco se referem ao combate à pobreza e ao desenvolvimento de um “estado de bem-estar social”, que é o que se espera do reformismo estrito senso.”

      “Todavia, a dita “nova classe média” não é mais que uma invenção petista, pois essas pessoas têm rendimentos que sequer garantem acesso aos direitos fundamentais. A maior parte da população brasileira continua vivendo com menos de um salário mínimo.”

      “Mas para manter a aparência de “país rico”, o governo e a mídia disseminam o conceito de “classe média”, como se houvesse, na prática, esse segmento claramente diferenciado, a partir da recente inserção de setores populares no consumo.”

      “O perfil de distribuição de renda do país sofreu poucas alterações em sua estrutura, mantendo as enormes desigualdades de rendimentos entre os mais ricos e o restante da sociedade, com transferências de renda concentradas entre as classes populares. Percebe-se que, na realidade, o que acontece é que o governo redistribui a pobreza.”

      “No que tange ao ganho real nos salários, este é muito pequeno no atual cenário.”

      “Isso atesta que o aumento no consumo se deu com a ampliação do crédito e corrobora a afirmação de que não há uma distribuição de renda significativa no país.”

      “Como vemos, temos um modelo econômico que está distante de uma perspectiva transformadora; ele não pode ser assim caracterizado sequer em uma perspectiva reformista. Mesmo no que diz respeito ao equilíbrio capitalista, ele parece estar sustentado em “bases” instáveis, sujeitas a desequilíbrios.”

      “No momento que nos encontramos, após os dez anos de PT no poder do Estado, podem-se apontar algumas tendências. Como sublinhamos, não existem esboços de mudanças mais radicais e a política tem pequenas oscilações. No campo social, sem romper compromissos com o capital financeiro, é muito difícil alterar radicalmente o quadro, pois 40% do orçamento do Estado destina-se à amortização da dívida pública. Era um compromisso histórico da esquerda romper com a dívida pública, ou seja, dar o calote nos agiotas do poder público para poder ter recursos mais robustos para as políticas sociais, projeto que o petismo abandonou há muito, pois seus compromissos atuais são com as classes dominantes.”

      “Como vemos, o governo faz uma opção de apoio à burguesia, ao apoiar seus megaempreendimentos em momento de crise, em vez de investir recursos em áreas de interesse social.”

      “Esses aspectos acabam por apontar algo que as ruas já sinalizavam: as grandes revoltas não se referem ao prenúncio de uma crise econômica, pois no momento não existem sinais aparentes dessa crise, mas à insatisfação da população com os serviços e a precariedade das condições de trabalho. Esse quadro é claro e se refere, em geral, aos grandes centros, onde a população goza de algumas benesses conquistadas no governo PT (crédito fácil que dá poder de compra e relativa ascensão social para segmentos da classe trabalhadora extremamente pauperizados), mas que, porém, não consegue ver melhoras reais em sua qualidade de vida, pois não vê as melhorias tanto prometidas pelo PT.”

      “Vemos o atual governo romper somente na retórica com a antiga política privatizante, impondo-a por meio de medidas mascaradas (...)”

      “Nosso país não somente tem uma educação de péssima qualidade, como, por conta da expansão via universidades privadas, é incapaz de promover o desenvolvimento tecnológico, pois as privadas não investem em pesquisa e possuem um frágil sistema de produção de conhecimento. O Brasil é responsável por meros 2,7% da produção científica no mundo, o que é pouco para uma das maiores economias mundiais. Não é à toa que somente quatro universidades brasileiras estão entre as 100 mais bem avaliadas dos BRICS.”

      “O transporte público vem, há anos, sendo administrado por máfias que, além de fazerem negócio privado daquilo que é direito fundamental, embutindo nas tarifas seu lucro, administram o transporte com práticas de superfaturamento de custos que fazem com que ele se torne ainda mais caro.”

      “Na esteira da política neodesenvolvimentista, fica evidente que o direito social tem espaço somente na medida em que pode ser comprado. Assim, os brasileiros continuam a carecer de um sistema de proteção social em áreas fundamentais como saúde, educação e transporte, condizente com uma política social-reformista. Tomamos esses elementos como referência pois, segundo pesquisa do IBOPE, foram eles os mais citados por manifestantes como motivos de seus protestos.”

      “O que fica claro é que o PT não traz grandes mudanças às áreas sociais e que segue, em parte, a agenda neoliberal, privatizando, por vezes usando outras modalidades. A pequena mas sensível mudança se dá na colocação robusta de recursos públicos na iniciativa privada. Temos como dois grandes exemplos o PROUNI, que compra vagas em universidades particulares, e o “Minha Casa, Minha Vida”, que fornece moradias populares com crédito público, mas subsidiando grandes empreiteiras.”

      “Com a chegada do PT ao poder, era o momento de desarticular os movimentos naquilo que traziam de perigo: sua capacidade combativa de mobilização. Isso foi feito por meio da cooptação em seu sentido mais direto, isto é, oferecendo cargos, injetando dinheiro e tornando os movimentos meros gestores de recursos. Outra medida foi a concessão de esparsas concessões no campo dos direitos sociais, com os projetos de distribuição de renda e alguns projetos que atendem a população do campo sendo os carros-chefes, valendo-se, assim, da condição extremamente subalternizada da população para lhes distribuir migalhas. Esses dois elementos, somados à burocratização interna dos movimentos, os quais passam a ser subordinados pela correia de transmissão que havia sido criada entre PT e movimentos sociais, foram fundamentais para promover a “paz social”, isto é, amaciar, servir de pelego para os conflitos de classe, fazendo o que a direita, que priorizou a via da repressão, não pôde realizar em seu período de governo.”

      “Tais ações do governo PT colocaram o movimento social em um longo período de refluxo. Aparecem, aqui e ali, esboços de resistência, mas é difícil a articulação da luta de massas com os instrumentos que foram constituídos historicamente pelas classes oprimidas no país, pois eles têm sido desmobilizados e vêm perdendo completamente sua autonomia e independência com a cooptação e a burocratização.”

      “A ação direta volta à cena para contrapor o burocratismo e institucionalismo imposto aos movimentos sociais pelo PT, ou seja, a população volta a agir política e diretamente, traçando meios para atingir um objetivo classista.”

      “Cabe apontar que é necessário sermos cautelosos com toda a massa que saiu às ruas portando os símbolos nacionais. Isso não se traduz, necessariamente, em uma onda de fascismo, ou uma nova revoada dos “galinhas verdes”, mas, em geral, representa a desorientação de parte dessa juventude trabalhadora que vai às ruas, a qual acaba por se tornar suscetível às disputas verticais que a mídia estabelece, justamente por lhes faltar referências de organizações de esquerda e mesmo de movimentos sociais. Apontamos, por isso, a necessidade da paciência do trabalho de base e da formação de opinião.”


Parte 110

      Textos do artigo “Tragédia anunciada e a capitulação da esquerda estatista – Parte I”, de Pablo Misraji, no site “Estratégia e Análise:

       “O mesmo PT que em seu programa de 2006 anunciava os avanços do partilhamento de renda para as camadas mais pobres, era o que dava marcha ré na estratégia de reformas estruturais. O que não podemos chamar de recuo ideológico. O partido abandonava seus preceitos antigos, indo buscar um lugar ao sol como os demais partidos de centro e direita. O PT, como ex-esquerda, inicialmente amparada por uma sólida base de movimentos sindicais de luta no campo, retrocede em volume contra pautas eleitas por suas próprias bases eleitoreiras, como o enfrentamento ao grande capital estrangeiro, a democratização dos meios de comunicação, reforma agrária, política (campanhas eleitorais), urbana e tributária, as privatizações, entre outras, pondo um fim definitivo no avanço de medidas estratégicas no jogo político. Estas medidas, tanto para o campo da esquerda quanto para dos movimentos sociais em luta, geraram um afastamento progressivo de suas bases e uma espécie de achatamento da esquerda estatista.”

      “Nessa lógica de isenção do acirramento de classe, o lulismo definitivamente soterrou a chamada “guinada à esquerda”. Ao invés de elaborar um programa pautado na convocação permanente das bandeiras históricas de luta, priorizou e deu as costas para as reformas estruturais.”

      “Ao contrário, uma guinada à direita foi o que o Partido dos Trabalhadores fez. Dentro dessa linha histórica, após criar uma plataforma de consumo mediante crédito e isenções fiscais destes itens, podemos citar como exemplo de ações: a governabilidade a qualquer preço e conciliação de interesses, políticas de privatização em série, a aliança e capitulação com o capitalismo estrangeiro regulador como o FMI, as nomeações de ministros (ex-banqueiros), a entrega das divisas para a bancada do agronegócio, principalmente após a redição do Código Florestal e com isto sob a tutela de Kátia Abreu pondo em xeque a legislação trabalhista rural, os acordos e a regularização de terras quilombolas e indígenas, as alianças partidárias com os setores mais retrógrados da política – na tentativa de manutenção a nível do legislativo e do executivo para garantir um pleito nas eleições futuras -, os planos de austeridade de Levy junto à sua filosofia herdada pelo BID e pela nova configuração do capital estrangeiro para a América Latina (Plano IIRSA, por exemplo), corte e ajuste fiscal nos setores que já estavam mobilizados como a Educação, a omissão na democratização dos meios de comunicação que fora criada e amparada pela própria base petista, o comprometimento da criação e ampliação da política de repressão e criminalização dos movimentos sociais através de leis semelhantes aos períodos de exceção (Lei de Terrorismo), entre outras sérias e graves pedaladas no campo da esquerda.”


Parte 109

      Artigo (“O afastamento da presidente Dilma Rousseff. Uma reflexão crítica pela esquerda.”) de Bruno Lima Rocha, no site do PCB, de 23-5-2016. Destaco estes trechos:

      “Querem derrubar os maiores entusiastas do capitalismo brasileiro, a começar por Lula, que de tão crente no capitalismo nacional resolveu crer e se misturar com os capitalistas daqui. Luiz Inácio se mistura com quem não devia, perdeu o rumo no pertencimento de classe e viu, sob o nariz do Palácio do Planalto, os Estados Unidos e seus sistemas de espionagem deitarem e rolarem no Brasil nos últimos cinco anos.”

      “Proponho uma reflexão em forma de contabilidade de chegada: ou como o lulismo acabou com o que restava de combatividade no PT e assumiu o pacto de classes como única saída. Gente, vamos fazer contas? 44 milhões de beneficiados nos programas sociais. 10% deste total dão em 4,4 milhões de brasileiros e brasileiras. 1% dá em 400 mil pessoas. Se o PT organizasse como força “populista” um em cada 100 beneficiados de seus programas, teria um poder de veto sobre a base mercenária no Congresso e o pacto com os oligarcas. Se tivesse um organizador social em cada base de 100 beneficiados poderia contar com força de mobilização permanente, a exemplo do que faz o “populismo” em toda a América Latina que leve a sério este conceito, com o qual também não concordo integralmente. É por isso que esta palhaçada de golpe branco, de golpe paraguaio não anda na Venezuela.
      Aqui foi tudo ao contrário. Preferiram nada fazer e confiar na sorte ou no destino ou em qualquer pensamento mágico. É por isso que Maduro não cai à toa. Porque o chavismo – para o bem ou o mal – organizou uma parcela razoável de sua base social beneficiada e aplica esta força como poder de veto por cima dos oligarcas e vende pátria. Populismo é isso; e é menos pior do que o pacto de classes sem poder de veto. Não foi por falta de aviso.”


Parte 108

      Texto de Bruno Lima Rocha, de 26-5-2016, na sua página no Facebook:


      “Uma crítica por esquerda aos ainda militantes com vínculos ao governo deposto. Pessoal, rápida e direta, abrindo uma nova série. Por mais boa vontade e sinceridade política que tenham centenas de milhares de militantes contra o golpe, não há como varrer a titica para debaixo do tapete. Ou os dirigentes do PT, cutistas e setores afins fazem uma profunda autocrítica de suas práticas e alianças dos últimos 14 anos, ou toda esta indignação coletiva será jogada pelo ralo na próxima agenda eleitoral e eleitoreira. Esta crítica vale para os movimentos componentes da Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo. Se este não é o momento para crítica e autocrítica, então quando será? Lembremos do PCB após 1964 e seus rachas sem fim até em função de sua inação diante do golpe evidente. Sei que este tema atinge afetos e amizades, mas o faço de maneira fraterna e direta. Ou a esquerda assume seus erros e parte para um projeto político de democracia com justiça social, pluripartidarismo e igualdade sócio econômica ou a sua parcela hoje ainda majoritária ficará apelando para debates místicos como "a história não pára e as relações são dialéticas" e sem debater a fundo um PROJETO DE PODER. Seguirei no tema nos próximos dias. Saudações libertárias e fraternas, Bruno Lima Rocha.”

Parte 107

      Artigo de 27-5-2016, de Celso Lungaretti, no blog “Náufrago da Utopia”, sobre a internacionalmente vergonhosa incapacidade brasileira de punir judicialmente os assassinos da ditadura Militar.

      LULA e DILMA foram CONIVENTES e COVARDES com TORTURADORES. Tiveram MEDO dos GENERAIS. E criaram uma RIDÍCULA “Comissão Nacional da Verdade”.


Parte 106

      Artigo de Eduardo Rodrigues Vianna no blog “Náufragos da Utopia”, de 26-5-2016, criticando o presidente do PT, Rui Falcão (ver comentários):

      (Nas manifestações de 2013) “O sr. ministro da Justiça José Eduardo Cardozo ofereceu solenemente a Força Nacional de Segurança ao Alckmin, para manter a ordem em São Paulo, enquanto Lula, pai dos pobres e mãe dos banqueiros, lavava as mãos como sempre. Aliás, pouco antes de 2013, falando sobre violência policial, Lula chegou a dizer: "Ué, a polícia bate em quem tem de bater".”

       “Ao longo de uma década e meia, o PT se associou a tudo que não presta (a Michel Temer e Eduardo Cunha, inclusive), em nome de uma tal governabilidade. E agora, onde está essa maravilha, a milagrosa governabilidade? E, principalmente, para que serviu?”

      “Falcão, pelo menos na omissão,juntamente com Lula e outros, é um dos responsáveis, pela descaracterização, pelo desvio do PT que remeteu-nos para uma crise política mais profunda da história dado o descrédito, pelo povo, para toda a esquerda.”


Parte 105

      Artigo de Saturnino Braga, “Eis o momento para o PT fazer sua autocrítica”, de Saturnino Braga, do site “Carta Maior”, de 25-5-2016:

      “Bem, mas o PT já não era o mesmo da pureza original e, no jogo das composições políticas para o exercício do poder, foi avançando mais e mais nas práticas da mercantilização política. Na aliança com partidos useiros e vezeiros na corrupção eleitoral, foi aprendendo e praticando com maior desenvoltura as mesmas normas. A saída, discreta mas significativa, de Frei Betto das funções que exercia no Palácio foi um primeiro aviso, que o PT não quis perceber. O episódio rumoroso do mensalão e a saída do grupo de militantes que fundou o PSOL foi um segundo e definitivo aviso. Que o PT ainda não quis escutar.”


Parte 104

      Trechos deste artigo:

      “Após 35 anos de existência como um partido dito de “esquerda”, o PT, aplicando a política de colaboração de classe com a burguesia, defendida por Lula e outros, se destruiu com uma alternativa para os trabalhadores.”

      “O resultado dessa nefasta política da direção do PT foi trágico e vai sair muito caro para o conjunto da classe trabalhadora. Basta ver que, após a posse de Temer, as medidas anunciadas não são nada mais que as mesmas que Dilma estava chamada a aplicar, mas com um grau maior de dureza.”

      “Podemos constatar que, na verdade, o PT realizou um desserviço para o conjunto da esquerda com essa política de colaboração com a classe inimiga, não só no Brasil, mas também em toda a América Latina.
      A burguesia, por meio da desmoralização do PT, com o envolvimento de seus principais dirigentes com a corrupção, busca manchar toda a esquerda, como se ela fosse igual. E o PT continua ajudando isso, ao não se colocar contra a política do novo governo que, no fundo, é a mesma que ele estava aplicando.
      Mas, uma nova esquerda independente e socialista haverá de surgir das lutas atuais e futuras.”


Parte 103

      Eis uma boa comparação entre Alckmin e Dilma:


Parte 102

      Volta, querida!!!... Ah! volta!!!... Fica, querida!!!... Ah! fica!!!... KKKKK!!!... Ó DEUSES!!!... Tenham compaixão!... "É gente humilde, que vontade de..." GARGALHAR!!!... Sancta Simplicitas!... A Dilma foi afastada sem ter cometido nenhum crime de responsabilidade, e isto é GOLPE. Mas o que este povo IMBECIL ignora ou finge que não sabe é que o segundo mandato dela FOI UMA BOSTA!!!... Nenhum governo pode ser deposto por ser RUIM, isto é certo. Mas, como falou agora o Roberto Requião, nem a Dilma, nem o Lula, nem NINGUÉM do PT está fazendo a MÍNIMA AUTOCRÍTICA... Isto é MUITO PIOR do que o que virá pelos próximos anos com a EXTREMÍSSIMA DIREITA no Poder. DURMA-SE COM UM SILÊNCIO ATERRADOR DESSES!!!...

Parte 101

      DURA VERITA, SED VERITA 

      Considerando o descarado golpe contra a Democracia feito aos olhos do mundo e às vésperas da Olimpíada, levando também em conta as absurdas e nefastas ações do interino Temer, o Brasil se transformou em repasto de uma ULTRA-DIREITA sedenta do sangue, do suor e das lágrimas do povo brasileiro. Estamos à mercê das forças mais RETRÓGRADAS imagináveis, as quais contam com o total apoio do STF, do Legislativo, do PIG, etc. Eles podem agora FAZER O QUE QUISEREM. As Forças Armadas são comandadas por FROUXOS a endossarem com seu silêncio covarde este descalabro internacional. As manifestações populares NÃO DARÃO EM NADA, pois o aparato policial repressor será usado para esmagar todas as resistências. O Lula será ANULADO. Eles poderão, com a maior tranquilidade, fazer doravante todas as fraudes possíveis com estas patéticas urnas eleitorais de primeira geração. Pretendem e conseguirão se manter no Poder por 10-20-30 anos (tanto quanto durou a ditadura militar). JAMAIS permitirão que a esquerda volte ao Governo Federal. A Dilma não tem chance na segunda votação do Senado (vale tudo: propinas milionárias, chantagem e até ameaça de morte a familiares). O país está entregue a um bando de MONSTRUOSOS BANDIDOS. Temer governa como Presidente definitivo porque sabe que a Dilma já era. Enfim, tudo isso está de acordo com o que pensa a parcela mais esclarecida da população. MAS HÁ UMA COISA QUE NINGUÉM ESTÁ VENDO. Grande parte da culpa pelo que está ocorrendo é do próprio PT. Não estou me referindo ao “Mensalão” e nem à corrupção na Petrobrás. O PT cometeu ERROS INADMISSÍVEIS, os quais propiciaram a instalação desta CORJA no Poder. Não se fala nunca destes erros. Lula e os líderes petistas não têm feito a menor autocrítica: é mais fácil e cômodo SATANIZAR o adversário. Na blogosfera não há nenhuma crítica, a não ser em meia dúzia de “iluminados” (vide o blog “Náufrago da Utopia”). Porém, desde o dia 18 de abril passado eu tenho registrado os erros de omissão e de ação do PT neste blog. Os corajosos que tiverem “estômago”, estão convidados a lê-lo. A VERDADE É DURA, MAS É A VERDADE!...


      (Escrevi no dia 22-5-2016.)