quarta-feira, 1 de junho de 2016

Parte 108

      Texto de Bruno Lima Rocha, de 26-5-2016, na sua página no Facebook:


      “Uma crítica por esquerda aos ainda militantes com vínculos ao governo deposto. Pessoal, rápida e direta, abrindo uma nova série. Por mais boa vontade e sinceridade política que tenham centenas de milhares de militantes contra o golpe, não há como varrer a titica para debaixo do tapete. Ou os dirigentes do PT, cutistas e setores afins fazem uma profunda autocrítica de suas práticas e alianças dos últimos 14 anos, ou toda esta indignação coletiva será jogada pelo ralo na próxima agenda eleitoral e eleitoreira. Esta crítica vale para os movimentos componentes da Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo. Se este não é o momento para crítica e autocrítica, então quando será? Lembremos do PCB após 1964 e seus rachas sem fim até em função de sua inação diante do golpe evidente. Sei que este tema atinge afetos e amizades, mas o faço de maneira fraterna e direta. Ou a esquerda assume seus erros e parte para um projeto político de democracia com justiça social, pluripartidarismo e igualdade sócio econômica ou a sua parcela hoje ainda majoritária ficará apelando para debates místicos como "a história não pára e as relações são dialéticas" e sem debater a fundo um PROJETO DE PODER. Seguirei no tema nos próximos dias. Saudações libertárias e fraternas, Bruno Lima Rocha.”

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