Texto da segunda parte deste artigo, de
Eduardo Rodrigues Vianna:
“QUE SIGNIFICADO TERIA A PRISÃO DO LULA?
Lula poderia ser preso por lavagem de
dinheiro, ocultação de patrimônio, essas coisinhas. Para um certo ramo da
esquerda, já totalmente acostumado a fazer os seus juízos de valor utilizando
os dois pesos e a duas medidas a favor dos seus líderes (às vezes por
ingenuidade, às vezes por outro motivo), tratar-se-ia de mais uma vitória das
forças do mal contra as forças do bem, estas ilibadas e cândidas, dirigidas por
aquele puríssimo brasileiro que perdeu o dedo na máquina, embora tenha ficado
podre de rico fazendo política, segundo a pior tradição, o pior espírito e os
piores princípios.
Sérgio Moro é algum bobalhão deslumbrado,
alguém disposto a abraçar a agenda das forças do mal, a tantos por dia, como
diz aquela esquerda que gosta de ser financiada por governos? Difícil.
É um falso juiz, como chegou a
boquirrotar o Paulo Henrique Amorim? Claro que não.
É um tipo ambicioso, que pretende passar
à História como um Eliot Ness acaipirado, rapaz latino-americano, sem dinheiro
no banco e vindo do interior? Certamente. Se Lula for preso, será sob todos os
assim-chamados rigores da Lei. Não há amadores nisto.
Para a esquerda mais autêntica, que
desejará se reconstruir, que já sente a necessidade de renascer com toda a
consciência e com força, a eventual prisão de Lula precisará significar, ainda
mais, o fim de um tempo, o esgotamento de uma era e o fracasso dos métodos
adotados por Lula e por todos os dirigentes do lulismo. Ou a esquerda de um
modo geral compreende isto, ou marchará, a passo largo e decidido, para a
completa insignificância.”
Já falei neste blog sobre esperar com
ansiedade a prisão e o aniquilamento do Lula para que MORRA de uma vez por
todas este falso partido de esquerda...
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