As últimas manifestações de rua contra o impeachment
foram feitas em geral por sindicalistas, por estudantes, por integrantes
politizados de minorias e por cidadãos com um nível maior de politização. O
POVÃO, o trabalhador médio, FICOU LONGE DELAS. Estava ocupado demais
sobrevivendo para ENGAJAR-SE numa luta para a qual ele NÃO FOI INSTRUÍDO e nem
tampouco MINIMAMENTE CONSCIENTIZADO. As generalizações que tenho lido na
internet, para alguém com o nível de consciência condizente com o meu, chegam a
ser quase DEMENTES. Uma delas é a de que a população dos estratos sociais
inferiores ainda continua apoiando o PT. Uma parcela desta gente ainda votaria
no Lula em 2018, mas tem como quase certo que o Lula é corrupto, e que, afinal,
“todo mundo rouba mesmo”, numa admissão inconteste de sua ORFANDADE POLÍTICA.
A OMISSÃO do PT na politização popular e
na sua autodefesa atingiu o máximo do PAROXISMO durante o show televisivo do
“Mensalão”. O seu SILÊNCIO, a ausência de uma contraposição veemente por parte
do Governo Federal àquele “Mentirão”, insuflou nas massas a desconfiança e a
suspeita. O termo PETRALHAS se vulgarizou. Os danos que causaram na plebe
brasileira a OMISSÃO OMINOSA dos líderes petistas, com certeza jamais serão
objeto de estudos dos futuros historiadores. Exatamente porque ela não será registrada
nos livros de História. E o Lula ainda sairá desta como herói e talvez mártir,
a depender do desenrolar dos fatos.
Mas deixemos falar alguém que possui
muitíssimo mais autoridade intelectual e política do que o autor destas linhas:
Frei Betto.
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