quarta-feira, 25 de maio de 2016

Parte 15

      As últimas manifestações de rua contra o impeachment foram feitas em geral por sindicalistas, por estudantes, por integrantes politizados de minorias e por cidadãos com um nível maior de politização. O POVÃO, o trabalhador médio, FICOU LONGE DELAS. Estava ocupado demais sobrevivendo para ENGAJAR-SE numa luta para a qual ele NÃO FOI INSTRUÍDO e nem tampouco MINIMAMENTE CONSCIENTIZADO. As generalizações que tenho lido na internet, para alguém com o nível de consciência condizente com o meu, chegam a ser quase DEMENTES. Uma delas é a de que a população dos estratos sociais inferiores ainda continua apoiando o PT. Uma parcela desta gente ainda votaria no Lula em 2018, mas tem como quase certo que o Lula é corrupto, e que, afinal, “todo mundo rouba mesmo”, numa admissão inconteste de sua ORFANDADE POLÍTICA.

      A OMISSÃO do PT na politização popular e na sua autodefesa atingiu o máximo do PAROXISMO durante o show televisivo do “Mensalão”. O seu SILÊNCIO, a ausência de uma contraposição veemente por parte do Governo Federal àquele “Mentirão”, insuflou nas massas a desconfiança e a suspeita. O termo PETRALHAS se vulgarizou. Os danos que causaram na plebe brasileira a OMISSÃO OMINOSA dos líderes petistas, com certeza jamais serão objeto de estudos dos futuros historiadores. Exatamente porque ela não será registrada nos livros de História. E o Lula ainda sairá desta como herói e talvez mártir, a depender do desenrolar dos fatos.

      Mas deixemos falar alguém que possui muitíssimo mais autoridade intelectual e política do que o autor destas linhas: Frei Betto.

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