quarta-feira, 25 de maio de 2016

Parte 47

      Textos de Roberto Danunzio – Parte 19

      “Não é à toa que no exterior consagram Marina como vedete da preservação e nem sequer tocam no nome de Stedile porque o homem simplesmente toca na questão de classe e de modelo produtor e consumidor que está por trás da questão ambiental, tão charmosa para o gosto da burguesia quando não aponta estas contradições. Só não concordo com esta confiança no Lula porque Lula hoje é garoto propagando dos grandes empreiteiros e dos grandes agro-industriais em suas pretensões de colonizar a África.”

      “Atenção PT! Atenção PSDB! Quem dá mais para um partido socialista à deriva! Dou-lhe uma, duas, três! Minha sugestão é esta cambada parar de usar o nome socialista em vão. Renunciem de uma vez por todas à sigla para que seja apropriada por quem a mereça.”

      “Quando os dirigentes do governo FHC sentiam a pressão das greves do serviço público, assentavam-se para conversar com o trabalhador, não porque queriam, mas porque eram forçados. O PT cooptou as grandes centrais e com a ajuda da CUT tem usado todo tipo de truque sujo, porque são ex-sindicalistas e sabem fazer isto muito bem, contra os sindicatos independentes e contra o funcionalismo em greve.”

      “Para onde vai o reajuste salarial e a falta de investimento na estrutura do estado? Ora, vai engordar o bolso já abarrotado da aristocracia financeira através do sacrossanto pagamento da dívida pública, rubrica intocável do orçamento. Ora, se isto não é desmonte do estado para robustecer o caixa e o poder do sistema financeiro, que vai ficando imbatível, se isto não é neoliberalismo, alguém aí me ilumine, porque estou ficando cego.”

      “Se o PT teve seus méritos em relação a uma classe de despossuídos e trabalhadores, está pecando feio em relação a outras e não há um motivo deste mundo que me impeça de falar a respeito.”


      “O que está claro para mim é que nem a Dilma nem o Lula estiveram presentes ao evento, primeiro, porque não tinha palco e o Lula só fala onde há palco e seria vaiado por não assumir uma posição claramente a favor das propostas progressistas que eram a pauta do encontro. E os dois não gostariam de ser fotografados e filmados ao lado deste pessoal de extrema esquerda que, no congresso, eles combatem com muito mais força do que combatem o PSDB, combatem com um ódio que a mim me parece ódio de classe, o mesmo ódio com que combatem, por exemplo, o funcionalismo público em greve e os sindicatos independentes e combativos em que estão apoiados.”

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