quarta-feira, 25 de maio de 2016

Parte 34

      Textos de Roberto Danunzio – Parte 6

      “Que tal o PT parar de cooptar e destruir o movimento sindical? Que tal o PT respeitar os sindicatos independentes e combativos ao invés de tentar sabotá-los, como tem feito ostensivamente? Que tal o PT passar a combater o processo de terceirização no serviço público, processo que implica aumento de gastos e diminuição da eficiência? Que tal o PT sinalizar com mudanças de rumo efetivas?”

      “E leia Paulo Kliass, meu caro, para saber que também o INSS não é deficitário, há vários artigos dele a respeito, denunciando esse mito que todos os governos, incluindo os do PT, jamais derrubaram, associados, nesse como em outros aspectos, à grande mídia mistificadora a serviço da aristocracia financeira. Afinal, os rentistas não precisam fazer greve e tomar paulada da polícia para ter seu naco do orçamento assegurado, correto?”

      “O PT está fazendo passar ou deixando passar uma agenda de direita (reforma da previdência, código florestal da CNA, ampliação da terceirização, concessões tributárias e previdenciárias a setores empresariais sem retribuições para o mundo do trabalho, grandes obras desrespeitosas dos direitos das populações afetadas, privatizações não assumidas, etc., etc., etc.). Ora parte dessa agenda era barrada pelo próprio PT quando estava na oposição.”


      “É urgente iniciarmos uma luta, que sei ser muito árdua, de construção de uma oposição de esquerda forte como um dia foi o PT. Eu não estou nem com o PSTU, nem com o PSOL e suas pequenezas. Sou a favor de debatermos a construção de uma nova esquerda, popular, dialogal, forte e combativa, porque para mim está suficientemente provado que o PT deixou de ser combativo, ou seja, deixou de ser esquerda. Só para testar, que tal sugerir a Dilma que indique, desde já, um índio para a presidência da Funai a partir do próximo janeiro. Não depende, em tese, do congresso, não afeta, em tese, a tal governabilidade. É um gesto mínimo, bastante concreto, de boa vontade, indicando uma mudança de rumos. Quanto quer apostar que essa mínima atitude tornou-se uma utopia longínqua para o PT aliado de Katiabreus e produtos similares? Se o PT não pode indicar um índio para a presidência da Funai, em que ponto muito mais nevrálgico estaria disposto a tocar?”

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