Textos de Roberto Danunzio – Parte 22
“Portanto, PT e PSDB são partidos da
ordem que estão prontos a agir com truculência para evitar que um simples prego
enferrujado venha riscar a parede lateral do grande edifício do capitalismo. E
a Carta Maior quer que o leitor acredite que se trata de um partido ‘progressista’.
Ah, o milagre das palavras.”
“O PT não está interessado de fato em
fazer a reforma política e tampouco a regulação da mídia. Teve doze anos para
tentar fazê-lo e não moveu uma palha. Agora precisou falar na campanha que ia
fazê-lo porque se viu jogado contra as cordas e precisou acenar para o eleitor
de esquerda mais consciente, isto é, melhor informado, senão perderia a
eleição.”
“O que Dilma fez logo na segunda-feira
após a eleição no segundo turno? Foi dar uma entrevista no Jornal Nacional, foi
beijar a mão do William Bonner. Todos querem disputar o voto da maioria, o voto
alienado e só apelam para o eleitor consciente, informado, se estão
desesperados. E todos governam para os grandes interesses enquanto se viram
para engabelar este mesmo eleitor mal informado.”
“Estou aguardando os sinais que virão do
PT em relação a Haddad e que vão expurgá-lo do partido. O PT não vai aguentar o
Haddad, tomem nota.”
“Não estou com o Psol e muito menos com o
Pstu, não preciso de chancela de partido para ter minhas opiniões.”
“Lula que jamais foi comunista mas se diz
católico, poderia, se tivesse ouvidos para palavras tão comoventes, seguir o
exemplo do Papa Francisco e botar em prática o radicalismo de palanque
eleitoral que tem data marcada para esfriar, isto é, o dia seguinte às
eleições, pois são caras de pau, não esperam muito tempo. Não há nenhum sinal
em Dilma e nos aliados, já podemos dizer, históricos do PT de que vão dar esta
guinada à esquerda que muitos andam apregoando que não é mais uma opção, mas
uma necessidade. Deram dois passos tímidos para a esquerda na reta final das
eleições porque a coisa apertou e se não colocassem algum gás na militância não
dava. Agora já podem virar as costas e anunciar o estelionato eleitoral:
expurgo de Guido Mantega, que está muito longe de ser um revolucionário, cortes
no seguro desemprego e na pensão do trabalhador, e muito mais virá, pois é apenas
o aperitivo, o novo mandato nem sequer começou. Aguarde, trabalhador, o que
virá, e veja muito bem se valerá movimentar-se novamente em 2018 ou se vai se
deixar, mais uma vez, enganar.”
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