quarta-feira, 25 de maio de 2016

Parte 50

      Textos de Roberto Danunzio – Parte 22

      “Portanto, PT e PSDB são partidos da ordem que estão prontos a agir com truculência para evitar que um simples prego enferrujado venha riscar a parede lateral do grande edifício do capitalismo. E a Carta Maior quer que o leitor acredite que se trata de um partido ‘progressista’. Ah, o milagre das palavras.”

      “O PT não está interessado de fato em fazer a reforma política e tampouco a regulação da mídia. Teve doze anos para tentar fazê-lo e não moveu uma palha. Agora precisou falar na campanha que ia fazê-lo porque se viu jogado contra as cordas e precisou acenar para o eleitor de esquerda mais consciente, isto é, melhor informado, senão perderia a eleição.”

      “O que Dilma fez logo na segunda-feira após a eleição no segundo turno? Foi dar uma entrevista no Jornal Nacional, foi beijar a mão do William Bonner. Todos querem disputar o voto da maioria, o voto alienado e só apelam para o eleitor consciente, informado, se estão desesperados. E todos governam para os grandes interesses enquanto se viram para engabelar este mesmo eleitor mal informado.”

      “Estou aguardando os sinais que virão do PT em relação a Haddad e que vão expurgá-lo do partido. O PT não vai aguentar o Haddad, tomem nota.”

      “Não estou com o Psol e muito menos com o Pstu, não preciso de chancela de partido para ter minhas opiniões.”


      “Lula que jamais foi comunista mas se diz católico, poderia, se tivesse ouvidos para palavras tão comoventes, seguir o exemplo do Papa Francisco e botar em prática o radicalismo de palanque eleitoral que tem data marcada para esfriar, isto é, o dia seguinte às eleições, pois são caras de pau, não esperam muito tempo. Não há nenhum sinal em Dilma e nos aliados, já podemos dizer, históricos do PT de que vão dar esta guinada à esquerda que muitos andam apregoando que não é mais uma opção, mas uma necessidade. Deram dois passos tímidos para a esquerda na reta final das eleições porque a coisa apertou e se não colocassem algum gás na militância não dava. Agora já podem virar as costas e anunciar o estelionato eleitoral: expurgo de Guido Mantega, que está muito longe de ser um revolucionário, cortes no seguro desemprego e na pensão do trabalhador, e muito mais virá, pois é apenas o aperitivo, o novo mandato nem sequer começou. Aguarde, trabalhador, o que virá, e veja muito bem se valerá movimentar-se novamente em 2018 ou se vai se deixar, mais uma vez, enganar.”

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