Textos de Roberto Danunzio – Parte 3
“O PT federal trata o funcionalismo
público de forma muito mais cruel do que o PSDB de FHC tratou, não porque esses
fossem melhores, mas porque eram mais ingênuos. Muito mais duro é lidar com
sindicalista traíra que explora as deficiências do movimento sindical por
dentro, coopta a CUT e tenta solapar as novas centrais, sindicatos e partidos
da esquerda combativa. Essa prática é uma radicalização do modo neoliberal de
gerenciar o estado: poupa-se o salário do trabalhador para pagar a dívida
pública impagável, ou seja, abarrotar o bolso cheio da aristocracia financeira.
Tarso Genro, em 2002, disse que haveria uma mesa de negociação permanente entre
governo e funcionalismo. Nunca ocorreu. A Constituição determina uma data base
para o funcionalismo. Nunca foi cumprida a lei. Isso tem nome: neoliberalismo.”
“Daqui a vinte anos, quando o PSOL ganhar
o governo federal, vai fazer aliança à direita com o PT, que então terá se
tornado, de vez, um grande PMDB. Enquanto não chegam lá, é preciso votar nesses
caras, em todos os níveis do legislativo e do executivo, porque fortalecê-los é
fortalecer a oposição à esquerda, ou seja, a oposição ao PT.”
“Diante do exemplo da Venezuela, vê-se
como é possível avançar e quem não avança no sentido da informação, da formação
popular, vai acabar vítima da ignorância, da manipulação que é o que, na
atualidade, o mantém no poder. A população manipulada amanhã passa a ser
manipulada por outros, ou os petistas acreditam que seu estilo de manipulação
vai funcionar para sempre?”
“Não existe saída para o capitalismo num
horizonte bem próximo, meu caro Saul Leblon. Imagine o dia, que está prestes a
chegar, em que dezenas de milhões de mulheres brasileiras, sul-africanas,
russas, chinesas e indianas vão querer novas bundas e novos peitos. Será
preciso ir buscar silicone na lua, companheiro. Acorda!!!”
“Privilegiada é a aristocracia financeira
que não precisa ir para as ruas, tomar sol e chuva, porrada de PM para
reivindicar o direito constitucional de ter seu salário reajustado todo ano, ou
seja, não ter seu salário rebaixado diante da inflação. É preciso organizar uma
oposição à esquerda do PT, urgente, e criar uma mídia verdadeiramente
independente, que venha clarear a mente de muita gente ainda confiante nessa
ideologia pseudo-distributiva do dito Partido dos Trabalhadores. O dia em que a
aristocracia financeira perder, estaremos falando de verdade em redistribuição
de renda. Enquanto isso, quem dá as regras é o antigo-neo-liberalismo, não se
engana o leitor inteligente.”
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