quarta-feira, 25 de maio de 2016

Parte 32

      Textos de Roberto Danunzio – Parte 4

      “Então a ‘ordem natural das coisas’ pressupõe que o Brasil deve se tornar um gigante capitalista industrial. E isso é chamado hoje ‘pensamento de esquerda’. Tenha a santa piedade!!!”

      “Tudo jogo de cena. O PT faz muito isso. Não quer se queimar apoiando o projeto fascista do PSDB, mas também não quer outro que privilegie os direitos do grevista porque conta, na prática, quando as greves acontecem, com a ajuda voluntária da ‘justiça’. Mal começa a greve, a sentença já está pronta: cem mil reais diários de multa ao sindicato. Se o PT tivesse tanta pressa para garantir o direito do cidadão contra as grandes empresas de telefonia, energia elétrica, etc., imagine que felicidade. Assim, prefere deixar como está pois ao transferir a responsabilidade da repressão do movimento grevista ao judiciário, mais uma vez, como de praxe, lava as mãos.”

      “O saco de maldades que o PT possui, já que é um partido de sindicalistas, é muito maior do que aquele do PSDB, partido de uma burguesia distanciada das bases e mal informada. E quando é preciso se aliam à dita imprensa conservadora para afirmar o discurso da gastança e demonizar o movimento sindical independente e suas bases. Nesse caso, o PT age como aqueles psicopatas que possuem um conhecimento aprofundado das vítimas para melhor dominá-las e maltratá-las. Usam todo tipo de sacanagem para cansar, ludibriar, enervar, passar por cima dos sindicatos combativos e dos movimentos grevistas, com o apoio do sindicalismo cooptado, um desastre, a institucionalização da pelegagem.”

      “É chegado o momento das esquerdas combativas passarem por cima de suas diferenças e se unirem contra o governo de direita do PT. E que fique claro que governos de direita são governos de extrema direita polidos, que só não falam o que pensam porque não querem desagradar a maioria dos eleitores. A extrema direita em si é mais honesta, diz o que pensa.”


      “Que as últimas eleições na França sirvam de lição para o dito Partido dos Trabalhadores, que até o momento está confortável porque a política assistencialista mantém no cabresto a massa dos pobres, e a ligeira ascensão social segura o voto da massa da nova classe média baixa. Acontece que esse pessoal muda de lado de um momento ao outro, conforme o vento da alienação. Quando isto acontecer, e isso pode se dar ainda este ano, (2014), vão sair correndo atrás do voto da burguesia esclarecida e dos setores organizados da esquerda (movimentos populares, sindicatos independentes) que o partido tem menosprezado porque não precisa do voto dessa minoria para se eleger. Aí será tarde demais.”

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