Textos de Roberto Danunzio – Parte 4
“Então a ‘ordem natural das coisas’ pressupõe que
o Brasil deve se tornar um gigante capitalista industrial. E isso é chamado
hoje ‘pensamento de esquerda’. Tenha a santa piedade!!!”
“Tudo jogo de cena. O PT faz muito isso.
Não quer se queimar apoiando o projeto fascista do PSDB, mas também não quer
outro que privilegie os direitos do grevista porque conta, na prática, quando
as greves acontecem, com a ajuda voluntária da ‘justiça’. Mal começa a greve, a
sentença já está pronta: cem mil reais diários de multa ao sindicato. Se o PT tivesse
tanta pressa para garantir o direito do cidadão contra as grandes empresas de
telefonia, energia elétrica, etc., imagine que felicidade. Assim, prefere
deixar como está pois ao transferir a responsabilidade da repressão do
movimento grevista ao judiciário, mais uma vez, como de praxe, lava as mãos.”
“O saco de maldades que o PT possui, já
que é um partido de sindicalistas, é muito maior do que aquele do PSDB, partido
de uma burguesia distanciada das bases e mal informada. E quando é preciso se
aliam à dita imprensa conservadora para afirmar o discurso da gastança e
demonizar o movimento sindical independente e suas bases. Nesse caso, o PT age
como aqueles psicopatas que possuem um conhecimento aprofundado das vítimas
para melhor dominá-las e maltratá-las. Usam todo tipo de sacanagem para cansar,
ludibriar, enervar, passar por cima dos sindicatos combativos e dos movimentos
grevistas, com o apoio do sindicalismo cooptado, um desastre, a
institucionalização da pelegagem.”
“É chegado o momento das esquerdas
combativas passarem por cima de suas diferenças e se unirem contra o governo de
direita do PT. E que fique claro que governos de direita são governos de
extrema direita polidos, que só não falam o que pensam porque não querem
desagradar a maioria dos eleitores. A extrema direita em si é mais honesta, diz
o que pensa.”
“Que as últimas eleições na França sirvam
de lição para o dito Partido dos Trabalhadores, que até o momento está
confortável porque a política assistencialista mantém no cabresto a massa dos
pobres, e a ligeira ascensão social segura o voto da massa da nova classe média
baixa. Acontece que esse pessoal muda de lado de um momento ao outro, conforme
o vento da alienação. Quando isto acontecer, e isso pode se dar ainda este ano,
(2014), vão sair correndo atrás do voto da burguesia esclarecida e dos setores
organizados da esquerda (movimentos populares, sindicatos independentes) que o
partido tem menosprezado porque não precisa do voto dessa minoria para se
eleger. Aí será tarde demais.”
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