Escrevo na noite deste triste e trágico
11 de maio de 2016, último dia de Dilma na Presidência da República. De 1º de
janeiro de 2003 até hoje, o Partido dos Trabalhadores teve exatos quatro mil,
oitocentos e oitenta dias para fazer um governo de esquerda, não implantando o
socialismo, mas sendo fiel às suas melhores origens políticas. O PT é o grande
responsável por sua própria queda.
Amanhã a extrema-direita retorna ao poder
com a gana predadora de 13 anos de abstinência. Mesmo reconhecendo que o
impeachment é uma farsa golpista, Michel Temer assume o Palácio do Planalto
como o vice-presidente que é, sendo esta posse algo perfeitamente
constitucional. Os esquerdistas afirmam que ele não terá a legitimidade eleitoral.
É um argumento falho, pois recebeu a mesma quantidade de votos que a Dilma em
2014. Dizem também que ele não terá o aval do povo. Ele não precisa do povo. Na
democracia moderna o cidadão é o que menos conta: serve apenas para eleger os
poderosos, os quais estão a serviço de tudo, menos da população.
Devido a uma luminosa intuição, poucos
minutos atrás, descobri que neste 11 de maio a literatura espanhola e mundial
comemora o centenário de nascimento do escritor José Camilo Cela. Já li um livro
seu de contos. É dele esta frase: “O que resiste, vence”. Seguir-se-ão anos
tenebrosos, os quais irão requerer do nosso povo muitos sacrifícios e penúrias.
Aqueles que RESISTIREM, por mais difíceis que sejam os obstáculos e desafios,
certamente VENCERÃO.
AMANHÃ SERÁ O PRIMEIRO DIA DE LUTA!...
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