quarta-feira, 25 de maio de 2016

Parte 40

      Textos de Roberto Danunzio – Parte 12

      “Tenho sido ostensiva e agressivamente criticado pelos comentários que posto neste site. Na maioria das vezes são ataques pessoais (eu seria um ‘coxinha’ ou algum jovem universitário aloprado). Algumas outras, pretensamente, são ataques intelectuais (eu padeceria da doença infantil do esquerdismo, o radicalismo, por isto vivo a jogar pedras em Dilma e não tenho propostas concretas). É triste o nível das discussões. Como eu poderia ser contra a bolsa família, o incentivo ao pequeno produtor rural, a construção de cisternas, o programa mais médicos, com profissionais de verdade, humanos, vindos de Cuba, ou o programa de cuidados dentários que está sendo vítima dos ataques dos porcos do PIG e aqui defendido, com a usual veemência, por sua excelência Saul Leblon? Enquanto todos me atacam com golpes baixos, ninguém responde a meus questionamentos.”

      “Não nos esqueçamos que o neoliberalismo vai levar uns vinte anos para transformar uma Espanha num Brasil repleto de despossuídos e que o Brasil levará outros cinquenta, no ritmo em que as coisas andam, para se tornar um arremedo de estado de bem estar social semelhante ao que uma Espanha é agora. Claro, isto se tivermos muita sorte, se o PSDB ou produto similar não voltar ou se o PT não continuar andando para trás. Se não colocamos as coisas em perspectiva, fica parecendo que nós vivemos no melhor dos mundos e que, em relação a nós, eles são os decadentes.”


      “O cidadão tem motivos suficientes para não acreditar na classe política como um todo, embora, claro, existam políticos, uns poucos, de ótimas intenções. Se os políticos representassem de fato os interesses de quem vota neles, não haveria toda esta descrença na política, simples assim. Ao invés de ficar atacando os grande malefícios da despolitização, melhor seria apontar claramente o que está gerando esta visão negativa que tem fundamento na realidade das coisas. Um dia o povo elege um operário com esperança de que ele trabalhe para o trabalhador. No dia seguinte ele emite a famosa carta para aplacar a fúria dos mercados e anuncia a reforma da previdência do funcionalismo público. Palocci vai a público dizer que devem cortar o ponto de funcionário em greve senão a greve seria uma espécie de férias.”

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