Textos de Roberto Danunzio – Parte 12
“Tenho
sido ostensiva e agressivamente criticado pelos comentários que posto neste
site. Na maioria das vezes são ataques pessoais (eu seria um ‘coxinha’ ou algum
jovem universitário aloprado). Algumas outras, pretensamente, são ataques
intelectuais (eu padeceria da doença infantil do esquerdismo, o radicalismo,
por isto vivo a jogar pedras em Dilma e não tenho propostas concretas). É
triste o nível das discussões. Como eu poderia ser contra a bolsa família, o
incentivo ao pequeno produtor rural, a construção de cisternas, o programa mais
médicos, com profissionais de verdade, humanos, vindos de Cuba, ou o programa
de cuidados dentários que está sendo vítima dos ataques dos porcos do PIG e
aqui defendido, com a usual veemência, por sua excelência Saul Leblon? Enquanto
todos me atacam com golpes baixos, ninguém responde a meus questionamentos.”
“Não nos esqueçamos que o neoliberalismo
vai levar uns vinte anos para transformar uma Espanha num Brasil repleto de
despossuídos e que o Brasil levará outros cinquenta, no ritmo em que as coisas
andam, para se tornar um arremedo de estado de bem estar social semelhante ao
que uma Espanha é agora. Claro, isto se tivermos muita sorte, se o PSDB ou
produto similar não voltar ou se o PT não continuar andando para trás. Se não
colocamos as coisas em perspectiva, fica parecendo que nós vivemos no melhor
dos mundos e que, em relação a nós, eles são os decadentes.”
“O cidadão tem motivos suficientes para
não acreditar na classe política como um todo, embora, claro, existam
políticos, uns poucos, de ótimas intenções. Se os políticos representassem de
fato os interesses de quem vota neles, não haveria toda esta descrença na
política, simples assim. Ao invés de ficar atacando os grande malefícios da
despolitização, melhor seria apontar claramente o que está gerando esta visão
negativa que tem fundamento na realidade das coisas. Um dia o povo elege um
operário com esperança de que ele trabalhe para o trabalhador. No dia seguinte
ele emite a famosa carta para aplacar a fúria dos mercados e anuncia a reforma
da previdência do funcionalismo público. Palocci vai a público dizer que devem
cortar o ponto de funcionário em greve senão a greve seria uma espécie de
férias.”
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