sexta-feira, 27 de maio de 2016

Parte 87

      Nesta entrevista de João Pedro Stedile, concedida ao jornalista Paulo Henrique Amorim em 10 de maio de 2016, véspera da votação do impeachment da Dilma no Senado, a respeito das manifestações de rua deste mesmo dia, o líder do MST falou:

      “Eu acho que há um sentimento na sociedade de indignação contra essa hipocrisia do impeachment e, por enquanto, quem está se mobilizando são as parcelas organizadas da classe trabalhadora. Eu acredito que, devagar, outras parcelas se envolverão em mais mobilizações, assim que começar o governo ilegítimo do Temer, que vai implementar um programa neoliberal e vai afetar os interesses da classe trabalhadora. A classe trabalhadora ainda não se deu conta do temporal que vem por aí. Quando ela se der conta, acho que as mobilizações vão se ampliar em todo o país.”

      PHA resumiu desta forma:

      “Ele (Stedile) considera que, no momento, o trabalhador ainda não foi para as ruas. Foram para as ruas os trabalhadores organizados. Quando sentirem na pele os efeitos do programa neoliberal do Temer, aí, os outros trabalhadores vão para as ruas.”

      Eu vi muitas fotos de trancamento de ruas em diversas cidades do Brasil, nas quais se viam apenas algumas dezenas ou centenas de militantes da CUT e outros movimentos. O POVO NÃO ESTAVA LÁ. Stedile foi obrigado a reconhecer o FRACASSO das mobilizações da esquerda, que não é outra coisa senão o FRACASSO do PT. Desta forma, tais movimentos também são CULPADOS, por se ATRELAREM à cúpula petista, traindo a autêntica luta revolucionária. Se com o PT no Governo a coisa está neste pé, imagina a direita de posse TAMBÉM do Poder Executivo, o único setor da República que lhe falta tomar...


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