Textos de Roberto Danunzio – Parte 16
“Acredito
que se o Rui me encontrasse na rua ia querer me dar uns tapas na cara porque
sou um moleque mal educado que não pede benção ao PT e comete a heresia de
chamar Dilma Rousseff de dama de ferro do planalto. Atingi a Deusa imaculada,
mereço ser penalizado. Deixa de bestagem, homem, deixa de ser autoritário,
venha para o debate de idéias, esse pugilismo não leva a nada, prove que minhas
alegações são falsas ou aceite-as como uma crítica construtiva, uma crítica de
quem espera a esquerda fortalecida e combativa. Ou não é isto que você quer? Ou
você quer que as coisas sigam como estão, em banho maria?”
“Esqueceu de falar no tradicional eleitor
de esquerda que já apostou todas as fichas no PT e agora está cansado, mas que
na hora H vai ser vencido pelo discurso do medo e votar em Dilma porque tem que
escolher entre o ruim (a dama de ferro do planalto) e o pior (a santinha do pau
oco com cara de baiacú).”
“Vá para as ruas, entre nos sindicatos,
Rui, converse com as pessoas e quem sabe entende o que quero dizer. Sou
trabalhador e estou apenas tentando trazer o PT para o rumo da esquerda.”
“Agora, imaginem vocês um Lula, que nunca
foi socialista, nunca defendeu a preservação ambiental, e hoje é o enviado
especial dos latifundiários e das grandes empreiteiras à África, onde os
tubarões estão procurando instaurar novos mecanismos de dominação sul-sul e
para tanto estão necessitados de um porta voz de peso, que gosta de posar de
defensor dos fracos.”
“A campanha do PT é financiada pelos
mesmos sujeitos que sustentam as demais grandes campanhas, a turminha de
sempre: banqueiros, latifundiários, industriais e grandes empreiteiras que
atuam em cartel, se revezando, tem para todos e tem muito, grandes obras
tiradas do limbo do governo militar, como Belo Monte, tudo feito a toque de
caixa, com orçamentos estourando, passando por cima da natureza e dos povos
nativos, sem diálogo, antes, com truculência, para beneficiar os consórcios
construtores, a família Sarney, o avanço da soja e as indústrias do aço e do
alumínio de olho nas reservas de Carajás, ali ao lado. De fato, não existem
mais ecologistas dignos do nome nas altas esferas governamentais, assim como
não existem mais esquerdistas dignos do nome, estes que sentam com trabalhador,
índios, quilombola e sem terra para conversar, para ouvir, para negociar.”
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