Eis a seguir alguns trechos da Resolução
Política do 5º Congresso da Esquerda Marxista, aprovado em 24 de abril de 2016.
O artigo pode ser lido na íntegra no link abaixo.
“A Esquerda Marxista, assim como outras
organizações e muitos ativistas, esteve nas ruas combatendo o impeachment, sem
defender o indefensável governo Dilma, que mesmo sob o ataque da direita, segue
com sua submissão ao capital e com os ataques à classe.
Durante anos a maioria da direção do PT combateu
e acusou de lunáticos todos que defendiam a independência de classe, que
combatiam a política de colaboração com os capitalistas e exigiam a ruptura, a
expropriação do capital e um verdadeiro governo dos trabalhadores.
Estes ‘brilhantes’ dirigentes
apresentaram o PMDB, o PP, Maluf, Sarney e Collor como aliados. Ressuscitaram
estes cadáveres políticos quando tinham nas mãos as armas para enterrá-los!
Afinal, PMDB, PP, PSD, e outros que eram
os ‘aliados programáticos’ de Lula e do PT e PCdoB, desvelaram rapidamente a
inutilidade e traição que foi esta política de alianças com os partidos
burgueses, de concessão total aos capitalistas, de adesão à política de
pilhagem do imperialismo.
Lula e os dirigentes das cúpulas
corrompidas do PT e do PCdoB vão continuar clamando por legalidade e respeito
às instituições tentando combater o suposto ‘golpe’ por caminhos
institucionais. Não será surpresa se Lula, frente à constituição do governo
Temer\Cunha\Aécio, lançar uma palavra de ordem do tipo ‘Feliz 2018’, como fez
em 1989 após a vitória fraudulenta de Collor (Feliz 94), buscando canalizar a
revolta para o calendário institucional impedindo a derrota do governo pelas
massas nas ruas.
Para levantar os trabalhadores e derrubar
a classe dominante, seus representantes políticos e econômicos, é preciso
impulsionar as bandeiras e os métodos próprios de luta da classe trabalhadora.
Não se trata, no Brasil de hoje, de nenhuma falsa luta entre ‘Democracia’ e
‘Fascismo’, mas da luta entre revolução e contrarrevolução, entre revolução
proletária e capitalismo, entre socialismo ou barbárie. E isso só se pode fazer
com as armas proletárias e da revolução proletária.
É necessário ressaltar que a propalada
‘onda conservadora’ ou a ‘ascensão do fascismo’ nunca passou de um movimento de
minorias pequeno burguesas e de grupelhos fascistóides ultra minoritários, que
com a mudança da situação acabaram em um beco sem saída, pois toda a sua
campanha patriótica verde e amarela desabou com a provável ascensão de um
governo Temer/Cunha/Aécio.”
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