quinta-feira, 26 de maio de 2016

Parte 54

      Eis a seguir alguns trechos da Resolução Política do 5º Congresso da Esquerda Marxista, aprovado em 24 de abril de 2016. O artigo pode ser lido na íntegra no link abaixo.

      “A Esquerda Marxista, assim como outras organizações e muitos ativistas, esteve nas ruas combatendo o impeachment, sem defender o indefensável governo Dilma, que mesmo sob o ataque da direita, segue com sua submissão ao capital e com os ataques à classe.
      Durante anos a maioria da direção do PT combateu e acusou de lunáticos todos que defendiam a independência de classe, que combatiam a política de colaboração com os capitalistas e exigiam a ruptura, a expropriação do capital e um verdadeiro governo dos trabalhadores.
      Estes ‘brilhantes’ dirigentes apresentaram o PMDB, o PP, Maluf, Sarney e Collor como aliados. Ressuscitaram estes cadáveres políticos quando tinham nas mãos as armas para enterrá-los!
      Afinal, PMDB, PP, PSD, e outros que eram os ‘aliados programáticos’ de Lula e do PT e PCdoB, desvelaram rapidamente a inutilidade e traição que foi esta política de alianças com os partidos burgueses, de concessão total aos capitalistas, de adesão à política de pilhagem do imperialismo.
      Lula e os dirigentes das cúpulas corrompidas do PT e do PCdoB vão continuar clamando por legalidade e respeito às instituições tentando combater o suposto ‘golpe’ por caminhos institucionais. Não será surpresa se Lula, frente à constituição do governo Temer\Cunha\Aécio, lançar uma palavra de ordem do tipo ‘Feliz 2018’, como fez em 1989 após a vitória fraudulenta de Collor (Feliz 94), buscando canalizar a revolta para o calendário institucional impedindo a derrota do governo pelas massas nas ruas.
      Para levantar os trabalhadores e derrubar a classe dominante, seus representantes políticos e econômicos, é preciso impulsionar as bandeiras e os métodos próprios de luta da classe trabalhadora. Não se trata, no Brasil de hoje, de nenhuma falsa luta entre ‘Democracia’ e ‘Fascismo’, mas da luta entre revolução e contrarrevolução, entre revolução proletária e capitalismo, entre socialismo ou barbárie. E isso só se pode fazer com as armas proletárias e da revolução proletária.
      É necessário ressaltar que a propalada ‘onda conservadora’ ou a ‘ascensão do fascismo’ nunca passou de um movimento de minorias pequeno burguesas e de grupelhos fascistóides ultra minoritários, que com a mudança da situação acabaram em um beco sem saída, pois toda a sua campanha patriótica verde e amarela desabou com a provável ascensão de um governo Temer/Cunha/Aécio.”


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