quarta-feira, 25 de maio de 2016

Parte 49

      Textos de Roberto Danunzio – Parte 21

      “Conheço a realidade de indígenas, quilombolas e sertanejos, meu caro, não por ter visto em documentários, mas porque trabalho com eles em regiões remotas do país há vinte anos e já tenho cinquenta, estudei com afinco todos os livros que você cita e muitos outros que você desconhece, notadamente no campo da antropologia marxista. Também conheço a situação do funcionário público federal pois tenho muitos amigos servidores e excelentes relações com bravos sindicalistas, independentes, combativos, que sustentam a luta da categoria, luta cada vez mais complicada desde que o PT assumiu o governo federal.”

      “Desafio Saul Leblon e Emir Sader a defenderem, como grande democratas que são, o trabalhador do serviço público e vou esperar sentado. Não podem, não estão autorizados por seus patrões a tocar nesta e em outras questões.”

      “Não estamos falando aqui de banqueiros, latifundiários e empreiteiras, que jamais perderam nada nos governos do PT.”

      “Orlando, não é mau informado que se escreve, mas mal informado com l, senão fica parecendo que eu estou sendo informado pelo mau, uma coisa meio maniqueísta, há de concordar.”

      “Se não tenho o direito de fazer críticas a um partido que se quer de esquerda para tentar aperfeiçoar suas relações com o trabalhador, então o que devo fazer, me calar, já que estou incomodando tanto?”

      “Nunca o sindicalismo lutador sofreu um golpe tão duro, em todos os campos, quanto na era PT no governo federal. Se isto é atitude de partido de esquerda, alguém aí me explique porque estou um pouco desorientado e não faço parte da classe média de espírito reacionário que odeia a melhora de vida dos pobres.”


      “Faça também o seguinte, meu doce Renato Luiz, reze por minha alma desviada da razão. Não sei porque tanta gente insiste para que me ignorem, deve haver algum motivo para isto. Deixa eu ver... ah, sim, estou incomodando.”

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