Textos de Roberto Danunzio –
Parte 21
“Conheço
a realidade de indígenas, quilombolas e sertanejos, meu caro, não por ter visto
em documentários, mas porque trabalho com eles em regiões remotas do país há
vinte anos e já tenho cinquenta, estudei com afinco todos os livros que você
cita e muitos outros que você desconhece, notadamente no campo da antropologia
marxista. Também conheço a situação do funcionário público federal pois tenho
muitos amigos servidores e excelentes relações com bravos sindicalistas,
independentes, combativos, que sustentam a luta da categoria, luta cada vez
mais complicada desde que o PT assumiu o governo federal.”
“Desafio Saul Leblon e Emir Sader a
defenderem, como grande democratas que são, o trabalhador do serviço público e
vou esperar sentado. Não podem, não estão autorizados por seus patrões a tocar
nesta e em outras questões.”
“Não estamos falando aqui de banqueiros,
latifundiários e empreiteiras, que jamais perderam nada nos governos do PT.”
“Orlando, não é mau informado que se
escreve, mas mal informado com l, senão fica parecendo que eu estou sendo
informado pelo mau, uma coisa meio maniqueísta, há de concordar.”
“Se não tenho o direito de fazer críticas
a um partido que se quer de esquerda para tentar aperfeiçoar suas relações com
o trabalhador, então o que devo fazer, me calar, já que estou incomodando
tanto?”
“Nunca o sindicalismo lutador sofreu um
golpe tão duro, em todos os campos, quanto na era PT no governo federal. Se
isto é atitude de partido de esquerda, alguém aí me explique porque estou um
pouco desorientado e não faço parte da classe média de espírito reacionário que
odeia a melhora de vida dos pobres.”
“Faça também o seguinte, meu doce Renato
Luiz, reze por minha alma desviada da razão. Não sei porque tanta gente insiste
para que me ignorem, deve haver algum motivo para isto. Deixa eu ver... ah,
sim, estou incomodando.”
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