Este artigo analisa as possibilidades
políticas futuras para as eleições de 2018.
“Vale lembrar que nos governos Lula e
Dilma a CUT e outras centrais e sindicatos foram deliberadamente domesticados
para evitar confrontos com os patrões e aplaudir, sem qualquer senso crítico,
as ações e obras do governo, inclusive os bilhões gastos na Copa do Mundo de
Futebol – um evento privado e faturado pela FIFA. Os únicos movimentos sociais
de abrangência nacional que conseguiram manter alguma autonomia e
combatividade, MST e MTST, foram convocados pelo lulismo para dar ao governo
Dilma o gesto derradeiro de resistência ao golpe.”
“A principal questão é saber se interessa
ao PT refazer o rumo com outra proposta de disputa do poder e se consegue
retomar a prática de fazer oposição pela esquerda com programa autenticamente
transformador. Já que não fez, até hoje, qualquer autocrítica do rumo tomado
desde a Carta do Povo Brasileiro, em 2002, e muito menos a avaliação crítica do
processo que levou o governo Dilma a sofrer impeachment, tudo indica que o PT
tende mesmo a manter prioridade nas alianças com os partidos e forças de centro
e de direita, inclusive nas eleições municipais de 2016 – sem levar em conta as
forças da esquerda socialista.”
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