quinta-feira, 26 de maio de 2016

Parte 73

      Este artigo analisa as possibilidades políticas futuras para as eleições de 2018.

      “Vale lembrar que nos governos Lula e Dilma a CUT e outras centrais e sindicatos foram deliberadamente domesticados para evitar confrontos com os patrões e aplaudir, sem qualquer senso crítico, as ações e obras do governo, inclusive os bilhões gastos na Copa do Mundo de Futebol – um evento privado e faturado pela FIFA. Os únicos movimentos sociais de abrangência nacional que conseguiram manter alguma autonomia e combatividade, MST e MTST, foram convocados pelo lulismo para dar ao governo Dilma o gesto derradeiro de resistência ao golpe.”

      “A principal questão é saber se interessa ao PT refazer o rumo com outra proposta de disputa do poder e se consegue retomar a prática de fazer oposição pela esquerda com programa autenticamente transformador. Já que não fez, até hoje, qualquer autocrítica do rumo tomado desde a Carta do Povo Brasileiro, em 2002, e muito menos a avaliação crítica do processo que levou o governo Dilma a sofrer impeachment, tudo indica que o PT tende mesmo a manter prioridade nas alianças com os partidos e forças de centro e de direita, inclusive nas eleições municipais de 2016 – sem levar em conta as forças da esquerda socialista.”


Nenhum comentário:

Postar um comentário