Semanas antes da aprovação do impeachment
da Dilma na Câmara dos Deputados no dia 17 de abril, eu comecei a coletar
material político na blogosfera e no Facebook e a “armazená-los” em cinco
grupos que eu criei especialmente para este fim nesta rede social, mantendo-os
na ocasião sem nenhum membro e secretos. Eu esperava que o impeachment fosse derrotado.
Iria futuramente usar tal material para, pelo menos, tentar o começo de um
movimento de REGENERAÇÃO do PT e de RENASCIMENTO de uma esquerda mais
combativa.
O
primeiro grupo chamava-se “Ativismo Revolucionário” e tinha dezenas de publicações
sobre formas originais e criativas de militância, como os atuais escrachos na
frente das residências dos golpistas. O segundo grupo intitulava-se “As Urnas
da Fraude”, abordando a questão das urnas de primeira geração utilizadas no
Brasil e renegadas em vários países, e as de terceira geração, impossíveis de
serem fraudadas. O terceiro grupo denominava-se “Em Defesa do PT”, contendo
principalmente quadros expondo as obras positivas do PT no Governo, desde 2003,
coletados do próprio Facebook. O quarto grupo recebeu o nome de “A Crítica do
PT” e continha elementos de autocrítica do Partido, como os expostos nesta
presente série. O quinto grupo, “Diretórios do PT”, pretendia manter uma lista
de todos os Diretórios Municipais do PT no Brasil, com nomes dos seus
presidentes, endereços eletrônicos, telefones, etc.
Dias antes daquela fatídica votação,
através de depoimentos otimistas e positivos, comentava-se que a oposição não
conseguiria os votos necessários (dois terços) para aprovar o golpe. Eu tinha
grandes planos em relação à luta futura. Não estava preparado para aquela
APOTEOSE. Quando o número mínimo foi conseguido, os deputados pareciam estar
COMEMORANDO UMA PREMIAÇÃO MILIONÁRIA NA MEGA-SENA. Talvez estivessem mesmo! Eu percebi
que o resultado seria o mesmo no Senado, perante aquela CONSAGRAÇÃO. Fiquei
ATURDIDO!... A INDIGNAÇÃO tomou conta de mim e DELETEI tudo que havia em termos
de política no meu PC, inclusive os grupos acima. E saí à meia-noite para as
ruas desertas, feito ALMA PENADA. Só retornei para casa na manhã seguinte, mas
consciente de que havia deixado definitivamente de ser “petista”. Havia perdido
toda a esperança nele.
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