quarta-feira, 25 de maio de 2016

Parte 42

      Textos de Roberto Danunzio – Parte 14

      “O Saul Leblon e o Emir Sader não cansam de criticar a falta de isenção da grande imprensa. Agora, se querem ser isento, devem publicar também o artigo de Jean Willys que está figurando agora na Carta Capital e detalha como o governo Dilma foi ingrato em relação às minorias sexuais.”

      “Os exemplos abundam, mas o que dei são suficientes para provar que a tática é muito mais antiga que o fenômeno Marina Silva parece indicar. A novidade é simples: é que a figurinha é a novidade do momento, a nova novidade, só isto, assim como um dia foi o pseudo-intelectual de esquerda, como no outro foi o operário que perdeu o dedo no torno, como no outro foi a representante do sexo feminino decidida e de perfil técnico, é assim, os grandes poderes sempre encontram a pessoa certa para o momento certo e vivemos num perpétuo golpe branco, uma ditadura dos grandes capitais envolta no manto sagrado da democracia formal.”

      “O medo de que as coisas piorem, medo que é o enredo da campanha do PT depois que há muito renunciou ao enredo do sonho, o medo de que as coisas piorem é tão grande, que os artistas, jamais considerados, jamais ouvidos, jamais contemplados nas capengas e privatistas políticas públicas federais para a área da cultura, ainda se reúnem para apoiar a candidata da catástrofe menor. Todos estes governos de Sarney a Dilma possuem implantadas na medula espinhal o gene da tecnocracia. Cultura para esta gente é um luxo, uma excrecência que só não é eliminada do orçamento e dos ministérios porque é praxe que figurem em algum lugar, mesmo que a título figurativo. Eu sou artista e eu proponho a construção de uma oposição forte à esquerda do PT. E uma nova esquerda que não entenda e que não promova a centralidade da arte não será, naturalmente, uma nova esquerda.”


      “Quando Dilma se recusa a conversar com índios, quilombolas e ribeirinhos porque deve viabilizar a ferro e fogo a construção de grandes barragens no estilo dos governos militares e quando favorece, sem mais discussões, a ampliação das áreas de exploração do agronegócio, está movida pelos interesses de Kátiabreus e produtos similares. Quando Dilma manda parar demarcações de terras indígenas e quilombolas quase prontas ou engavetar as já prontas através do Cardozo, advogado do CNA, e quando paralisa a reforma agrária, mais uma vez, está submissa a grandes interesses e ao mesmo tempo age em detrimento de quem poderia se beneficiar com um meio ambiente mais limpo e alimentos mais saudáveis.”

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