quarta-feira, 25 de maio de 2016

Parte 41

      Textos de Roberto Danunzio – Parte 13

      “O PT não negocia com a aristocracia financeira simplesmente porque com quem manda não tem negociação. Eles mandam, o PT obedece. O PT não negocia com sem terra, indígena e quilombola porque é aliado do Sarney que é aliado das grandes empreiteiras que são aliadas das transnacionais de olho no alumínio e no ferro de Carajás, os quais em conjunto impuseram a construção de Belo Monte a ferro e fogo para atender seus interesses particulares e vender a ideia de que é uma obra para esta entidade abstrata que é o Brasil. Já que o dinheiro do orçamento tem de ir para a aristocracia financeira, sobrando as migalhas para o bolsa família (...)”

      “Esquerda respeita sindicato independente, não domestica central sindical, e é justa com trabalhador, com sertanejo, com ribeirinho, com índio e quilombola. Como o PT só faz cálculo político e não política de princípios, massacra o pequeno sempre que isto não reverte em prejuízo eleitoral. Portanto, é um partido sem princípios, um partido de direita.”

      “Oliveira, dê um passeio pela Espanha e depois tente fazer como eu faço há pelo menos duas décadas, mergulhe no Brasil de verdade, ande pelos confins da zona sul de São Paulo ou numa periferia qualquer, de Cabrobó ou Altamira. Depois voltamos a conversar. Na avenida Paulista e no discurso da Carta Maior o Brasil, de fato, não parece um país de despossuídos, afinal, é campanha política, o reino da mistificação.”


      “É só fazer como o Tarso Genro fez em 2002. Prometeu, durante a campanha, que o PT abriria uma mesa de negociações permanente com o funcionalismo público, para negociar anualmente os reajustes da data base. Depois que o Lula foi eleito, o que aconteceu? Todo mundo sabe: fizeram a reforma da previdência do servidor público, um golpe baixo e traiçoeiro. Esta foi a mesma reforma que o FHC sonhou fazer mas não conseguiu porque tinha a oposição dos deputados e senadores do PT, à época. Quando foi preciso, contudo, imolaram o trabalhador em praça pública para apaziguar a fúria do Deus Mercado, e na maior cara de pau. E o Palocci foi à TV dizer que servidor que faz greve e não tem o salário descontado seria como se estivesse de férias. Daí virou praxe todo tipo de tática suja contra grevista do serviço público, algo que o PSDB não sabia fazer, porque era incompetente. Então estou dando uma dica, embora não precisasse pois o PT veio das greves e sabe como quebrar a espinha de grevistas.”

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